Memorial aos Presos e Perseguidos Políticos

Notícias

Estação Baixa-Chiado do Metropolitano de Lisboa

A partir de hoje pode aceder à nova versão do filme no endereço https://youtu.be/k7yuBB1FdDc.
Esta versão já está instalada também no pórtico da…

Estação Baixa-Chiado do Metropolitano de Lisboa

Por razões de obras que vão decorrer em torno das escadas rolantes da Estação Baixa-Chiado junto ao local onde foi inicialmente instalado o pórtico do Memorial, solicitou o Metropolitano que…

Estação Baixa-Chiado do Metropolitano de Lisboa

Realizou-se, com grande participação popular, no dia 25 de abril de 2019, a inauguração do Memorial aos Presos e Perseguidos Políticos, que contou com intervenções do Presidente da Junta de…

Dever de Memória

DEVER DE MEMÓRIA

O Memorial aos Presos e Perseguidos Políticos nasceu de uma iniciativa cidadã que a Câmara Municipal de Lisboa acolheu, com o apoio do Metropolitano de Lisboa.

Cremos que ninguém se pode arvorar em proprietário da memória, em particular quando se trata da memória da resistência de um povo, e que, pelo contrário, nos cabe a todos abrir novas frentes e aprofundar o conhecimento do nosso passado recente, num trabalho empenhado e rigoroso que permita abrir novas perspetivas de futuro às gerações atuais, colhendo ensinamentos e definindo uma clara demarcação entre os que resistiram e se bateram pela Liberdade e quantos a violentaram. Ontem como hoje.

Continua

BIOGRAFIAS EM DESTAQUE

Para lá de dezenas de milhares de presos políticos – desconhecendo-se a sua extensão nas antigas colónias – de assassinatos políticos friamente premeditados, mortes em manifestações, durante a tortura e na deportação e do exílio de milhares de portugueses, o Estado Novo recorreu ainda à proibição de exercício da profissão, a demissão ou proibição de acesso à função pública, à censura da imprensa e de obras literárias, condicionando para sempre a vida dos opositores da ditadura.

É em nome desse dever de memória que aqui deixaremos algumas biografias de resistentes, homens e mulheres que passaram pelos cárceres do Império, sofreram a deportação, o exílio, o desemprego, a proibição de exercerem a sua profissão, a impiedosa censura das suas obras.

Continua

Cárceres do império

CÁRCERES DO IMPÉRIO

A fixação de residência e o banimento

A Ditadura foi responsável pela fixação de residência e deportação de milhares de oposicionistas. A «colocação do preso à disposição do Governo» foi especialmente aplicada pela Ditadura Militar.

Na sequência da revolta de 3 e 9 de fevereiro de 1927, essa disposição passou a ser aplicada sistematicamente. Centenas de deportados seguiram em levas consecutivas rumo à Madeira, aos Açores, à Guiné, a Cabo Verde, a S. Tomé e Príncipe, a Angola e a Timor, estimando-se que, só em Angola estariam mais de 4.000 desterrados.

Continua

O Memorial - Montagem final

O MEMORIAL

Inauguração 25 abril 2019, 14.00 horas

Em 3 de janeiro de 2019, um grupo de cidadãos e cidadãs apresentou ao Presidente da Câmara Municipal de Lisboa uma proposta que visava a salvaguarda da memória da Resistência e das vítimas da ditadura - homens e mulheres presos e torturados, condenados em simulacros de tribunais, exilados e deportados, assassinados, impedidos de exercer as suas profissões e modos de vida, que viram as suas famílias perseguidas e humilhadas e as suas obras censuradas.

Essa Resistência, dos mais variados quadrantes políticos, abriu o caminho para o dia inicial inteiro e limpo / onde emergimos da noite e do silêncio, cantado por Sophia de Mello Breyner.

Eis o que agora se pretende honrar com este Memorial.

A Comissão Organizadora
Alfredo Caldeira | Artur Pinto | Diana Andringa | Gaspar Barreira | Helena Pato | Joana Lopes | João Esteves | Luís Farinha | Margarida Tengarrinha | Pedro Adão e Silva | Rita Veloso | Sara Amâncio
Presos Políticos

PRESOS POLÍTICOS

Apresentamos neste sítio na Internet milhares de nomes de presos pelo regime deposto em 25 de abril de 1974.

Na sua maioria, trata-se de portugueses e portuguesas encarcerados ao longo dos 48 anos de duração da ditadura.

Ainda assim, incluimos também algumas centenas de nomes de nacionalistas africanos, na sua maioria julgados e condenados no chamado «Processo dos 50» em Angola e em «julgamento» similar em Moçambique ou deportados para o campo de concentração de Chão Bom/Tarrafal (1961-1974).

Consulte «Presos» no Menu.

Continua